Donos de barcos de passeio protestam após decreto que proíbe atividade em Cabo Frio

Os donos de embarcações que fazem passeios turísticos em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (16) contra o decreto publicado pela prefeitura na segunda (14) que suspende as atividades de turismo náutico na cidade.

Os barcos foram cobertos com plásticos pretos para representar o “luto pelo turismo náutico”. Os trabalhadores questionam a suspensão dos trabalhos e garantem que conseguem trabalhar evitando aglomerações e seguindo os protocolos de segurança contra a Covid-19.

Donos de embarcações de passeios turísticos protestam contra decreto que proíbe a atividade em Cabo Frio, no RJ — Foto: Paulo Veiga/Inter TV RJ

Donos de embarcações de passeios turísticos protestam contra decreto que proíbe a atividade em Cabo Frio, no RJ — Foto: Paulo Veiga/Inter TV RJ

Antes do decreto atual, os trabalhadores estavam atuando com 50% da capacidade. De acordo com o presidente da associação de empresas de turismo náutico de Cabo Frio, Emerson Paiva, protocolos são seguidos para garantir a segurança dos trabalhadores e dos clientes.

Entre as medidas adotadas estão o distanciamento social, distribuição de álcool em gel e o afastamento de funcionários que tenham casos de Covid-19 em pessoas próximas, mesmo que o funcionário não tenha testado positivo.

O representante dos trabalhadores disse que tentou conversar com o prefeito para entender qual a base técnica utilizada para suspender a atividade, mas não foi recebido.

“Fomos até a prefeitura antes de tomar atitudes como essa que estamos fazendo hoje. A praia tá abeta, bares funcionam até altas horas. Queremos saber o porquê da gente não poder trabalhar. Mas o prefeito não nos recebeu, o recado que ele deu foi que não mexeria no decreto”, disse Emerson.

“Estamos manifestando nossa indignação e a falta de consideração e respeito do prefeito com a classe náutica de Cabo Frio”, afirmou.

G1 entrou em contato com a Prefeitura para saber o posicionamento do município sobre a manifestação e aguarda o retorno.

Fonte: g1.globo.com

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