O coronavírus e o colapso no Comércio de Cabo Frio

O coronavírus e o colapso no Comércio de Cabo Frio

Por Juarez Volotão 

Já enfrentávamos uma crise que se arrastava desde o último Governo do Ex-Prefeito Alair Corrêa, quando uma nuvem negra parou sobre Cabo Frio e não saiu mais. 
Após alguns anos de retração, estagnação e falência do comércio local, vivemos alguns poucos anos onde parecia ter uma luz no fim do túnel, voltando a estaca zero com o atual Governo, inoperante e desencontrado. 

assamos por verões que não mostraram a que veio, altas temporadas que não tiveram nada de ‘ Alta’, carnavais que foram verdadeiros fiascos – me referindo a movimento, consumo, taxas de ocupação na rede hoteleira e dinheiro circulando – e agora, para completar o caos, surge a pandemia do coronavírus, que joga a última pá de cau no já combalido Comércio local. 
A doença, apesar de não ter nenhum caso confirmado até o momento em Cabo Frio, traz consigo medo, temor, exageros por parte de alguns, um clima de pavor e pânico e ainda duras e difíceis medidas de quarentena – necessárias para o momento – porém prejudiciais para os empresários e as empresas e por consequência aos funcionários.

Algumas perguntas pairam em nossa cabeça, sem sequer encontrarmos o start das respostas. 
Por quanto tempo será aplicada essa quarentena e o povo terá que ficar em casa? 
Como ficarão os pequenos e médios empresários com seus comércios fechados ou abertos, porém sem movimento nenhum? 
E os restaurantes, lanchonetes, lojas, quiosqueiros, barraqueiros, ambulantes, hotéis, pousadas e hostels?
E os motoristas de táxis e aplicativos sem passageiros ou gente circulando? 
E os prestadores de serviços, que pela quarentena não podem vender ou comercializar seus produtos e encomendas, tendo que parar tudo e dependendo disso? 
E quando vencer a folha de pagamento dos funcionários, sem movimento e entrar dinheiro, como pagar? 
O ideal seriam todos os empresários terem capital de giro, mas sabemos que na prática não é assim que funciona, como farão sem clientes, sem entradas, sem giro e sem trabalhar? 
Como não nos preocupar com uma cidade que depende quase que unicamente da mãe Prefeitura, que anda com salários atrasados e já não gerava emprego algum, imaginem agora? 
Quinze dias, um mês, noventa dias, segundo o Ministro da Saúde se normalizar apenas em Agosto. 
E até lá? Como fazer com as contas e para sobreviver?  

Será que os Empresários conseguirão manter suas lojas, restaurantes, cursos, suas prestações de serviços e encomendas, ou seja, seus negócios, até o momento com tudo suspenso? 
Não tem como prever, pois hoje vivemos o imprevisível em meio ao caos. 
Quem representa os órgãos competentes ligados aos Empresários e ao Comércio de Cabo Frio nada fizeram até hoje, não criaram, não inovaram, pensaram apenas em ganhar dinheiro para eles mesmos – mesmas carinhas, mesmos nomes, mesmos problemas que se arrastam – não ajudaram a reverter o tempo de crise, se calaram anti a pandemia, e tampouco apresentarão soluções – a não ser para as suas próprias empresas ou nomes, vislumbrando cargos políticos. 
O que podemos esperar, são mais demissões, tempos mais difíceis, gente fechando as portas ( infelizmente ) e o colapso em todo Comércio da cidade e da Região. 

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