Marinha registra óleo na praia do forte e a Bahia tem a quinta cidade atingida

Marinha registra óleo na praia do forte e a Bahia tem a quinta cidade atingida

Subiu para cinco o número de cidades baianas atingidas pela mancha de óleo que afeta o litoral do Nordeste, nesta terça-feira (8). O último lugar a ter o registro foi Praia do Forte, que fica no município de Mata de São João, com base em informações confirmadas pela Marinha. As demais cidades atingidas pelo óleo são: Jandaíra, Conde, Esplanada e Entre Rios.

As praias afetadas são:

  • Mangue seco e Coqueiro (Jandaíra)
  • Barra da Siribinha , Barra do Itariri e Sítio do Conde (Conde)
  • Baixio e Mamucabo (Esplanada)
  • Subaúma e Porto do Sauipe (Entre Rios)
  • Praia do Forte (Mata de São João)

Os municípios afetados ficam no litoral norte do estado. De acordo com Projeto Tamar, que atua na preservação de espécies marinhas em extinção, três tartarugas foram encontradas na praia de Mangue Seco, em Jandaíra. Elas estavam contaminadas pela substância, que ainda não teve procedência identificada.

Os animais foram levados para a cidade de Aracaju, onde uma das tartarugas morreu na segunda-feira (7) e outras duas seguem em observação.

Nesta terça-feira, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) divulgou que pesquisadores do Instituto de Geociências da instituição estão investigando o óleo em laboratório, e integrantes do Instituto de Biologia estão atuando na região para tentar reduzir os danos ao meio ambiente, vida marinha e litorânea.

Manchas de óleo

As manchas chegaram no estado na última quinta-feira (3), quase um mês após o início do problema no país. Mais de 130 praias já foram afetadas pelo problema em todo o Nordeste. Há registro em todos os nove estados da região. A Bahia foi o último a ser atingido.

O Tamar suspendeu a soltura de filhotes de tartaruga, para preservar os animais que são desovados na Bahia. Segundo o Projeto, os filhotes correm risco de morte se entrarem em contato com a substância.

Nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há uma suspeita de o óleo ter sido despejado “criminosamente” no litoral. Ainda segundo o presidente, o volume da substância não é constante. O que se sabe é que o óleo não é produzido no país.

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